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Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga com crescimento de 26% nas primeiras consultas

Nos primeiros seis meses do ano registaram-se no Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV) um total de 23.247 primeiras consultas em resposta a pedidos formulados pelos médicos de família das unidades de cuidados de saúde primários da região. Um número que representa um crescimento de 26,4% face ao número de consultas do primeiro semestre do ano 2018. Este significativo crescimento permite que o CHEDV consiga responder a mais de 70% dos pedidos dentro dos tempos máximos de resposta garantida, o que contrasta com o valor de 42,5% em 2018. Nas primeiras consultas destaca-se o aumento em Oftalmologia (+54%), Ortopedia (+22%) e Pneumologia (+ 24%), quando comparados com o mesmo período do ano anterior.

Com este desempenho, o tempo de espera para consulta registou uma significativa descida, tendo reduzido de 6,5 meses no primeiro semestre de 2018, para apenas 4 meses no final do primeiro semestre de 2019, apresentando uma taxa cumprimento do “Tempo Máximo de Resposta Garantido (TMRG)” acima dos 70%, com seis serviços a apresentar uma taxa de resposta de 100% (Oncologia, Cardiologia, Obstetrícia, Imunohemoterapia, Medicina Interna e Psiquiatria) e outros oito serviços a apresentar uma taxa de resposta superior a 95% (Cirurgia Geral, Medicina Física e Reabilitação, Neurologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Reumatologia e Urologia).

Este resultado, que foi possível com a implementação de várias medidas, nomeadamente a criação de períodos de consulta em horário adicional e da reorganização dos tempos de trabalho em alguns serviços, teve também reflexos ao nível das consultas de seguimento, o que permitiu que o total de consultas crescesse para 153.147, um aumento de 5% em relação a 2018 com mais 7.054 atendimentos a utentes. Esta actividade, que atinge valores historicamente elevados para o CHEDV, representa um número de 1.245 consultas por dia útil, um volume de actividade que, para além do empenho e disponibilidade das equipas médicas, também beneficiou das medidas de racionalização da ocupação de gabinetes de consulta nas três unidades que constituem o CHEDV, nomeadamente o Hospital de S. Sebastião, o Hospital de S. João da Madeira e o Hospital de S. Miguel, em Oliveira de Azeméis.
 

Para Miguel Paiva, presidente do Conselho de Administração do CHEDV “a garantia do acesso dos nossos utentes às consultas de especialidade dentro dos tempos máximos de resposta garantida sempre foi uma prioridade”. Para o responsável, a enorme melhoria conseguida no primeiro semestre de 2019 resulta “da motivação das direcções de serviço, que geriram os recursos de acordo com esta prioridade, do grande empenho dos médicos e da implementação de instrumentos de gestão dos gabinetes de consulta pelas três unidades”. Miguel Paiva realça que esta evolução é importante “mas ainda não nos deixa totalmente satisfeitos, pois não descansaremos enquanto não conseguirmos chegar aos 100% de cumprimento dos tempos de resposta garantidos”. O presidente do CHEDV acredita na manutenção desta trajectória de melhoria, até porque se espera um reforço do quadro de médicos da instituição a curto prazo, fruto do concurso de colocação de médicos hospitalares lançado recentemente que se espera fique concluído brevemente.


 
Premiada investigação que abre um novo paradigma no tratamento de doentes diabéticos obesos
 
O trabalho realizado pela equipa de cirurgia liderada por Mário Nora, do Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV), venceu a 3ª edição do Prémio Banco Carregosa/ Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos (SRNOM), com um trabalho de investigação que perspectiva a possibilidade de mudar o paradigma do tratamento dos doentes diabéticos obesos com inerentes ganhos para a saúde.

A investigação realizada pela equipa do CHEDV consistiu no estudo dos efeitos antidiabéticos de uma técnica cirúrgica bariátrica inovadora “o bypass metabólico”, concebida e implementada no Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira. Esta investigação resultante entre a estreita colaboração entre o CHEDV e um grupo de investigação molecular do ICBAS/UP, permitiu demonstrar que a cirurgia em questão modifica a anatomia das células produtoras de hormonas antidiabéticas no intestino, potencia a sua libertação para a corrente sanguínea e aumenta a probabilidade de remissão clínica da diabetes.
 
Para Mário Nora, director do serviço de Cirurgia Geral do CHEDV : “ a cirurgia bariátrica é capaz de prevenir a diabetes e suas complicações, ou mesmo induzir remissão prolongada da doença numa magnitude superior ao expectável para a perda de peso. Hoje sabe-se que as hormonas gastrointestinais têm um papel fundamental no efeito antidiabético da cirurgia. Porém, o impacto das diferentes técnicas cirúrgicas no perfil hormonal e no controlo da diabetes ainda não era suficientemente conhecido para permitir uma escolha personalizada da técnica mais adequada para cada doente.
 
A diabetes tipo 2 é um dos maiores desafios de Saúde Pública da actualidade. Em Portugal estima-se que a doença afecte 14% da população adulta em geral e 25% dos indivíduos com obesidade, representando mais de um milhão de doentes. Os gastos associados com a doença correspondem a 1% do produto interno bruto (PIB) e 12% das despesas em Saúde.