Ginecologia e Obstetrícia
TELEFONE: 256 379 700
EXT: 4145 / 5356
ginecologia@chedv.min-saude.pt
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TIPO DE CONSULTAS
OBSTETRÍCIA
Consulta de Referência
Consulta de Endocrinopatias
Consulta de Doenças Hipertensivas
Consulta de Gravidez Múltipla
Consulta de Doenças Hematológicas
Consulta de Diagnóstico Pré natal
Consulta de Doenças Infecciosas
Consulta de Patologia da Gravidez
Consulta de Adolescentes
Consulta de Interrupção Voluntária da Gravidez
A Consulta de Referência está aberta a todas as grávidas com vigilância extra-hospitalar que desejem ter parto no CHEDV.
A primeira consulta é marcada entre as 35 e 37 semanas.
A Consulta de Risco destina-se à vigilância de gravidez com fatores de risco identificado, estando dividida por áreas de maior frequência.
GINECOLOGIA
Consulta de Ginecologia Geral
Consulta de Planeamento Familiar
Consulta de Oncologia
Consulta de Patologia do Colo
Consulta de Uroginecologia
Consulta de Infertilidade2
COVID-19 E GRAVIDEZ
2. O que são os coronavírus? Os coronavírus são um grupo de vírus que podem causar infeções nas pessoas. Normalmente estas infeções estão associadas ao sistema respiratório, podendo ser parecidas a uma gripe comum ou evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia.
3. Quais são os sinais e sintomas? Os sintomas mais frequentes associados à infeção pelo COVID-19 são:
Também pode surgir dor de garganta, corrimento nasal, dores de cabeça e/ou musculares e cansaço. Em casos mais graves, pode levar a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos, e eventual morte.Contudo, a maioria dos casos recupera sem sequelas.
4. Qual é o período de contágio? O período de contágio (tempo decorrido entre a exposição ao vírus e o aparecimento de sintomas) é atualmente considerado de 14 dias. A transmissão por pessoas assintomáticas (sem sintomas) ainda está a ser investigada. Para mais informações, assista ao vídeo da DGS e OMS: https://youtu.be/3MkRE2rG4Ok
2. O que devo fazer se tiver tido contacto com uma pessoa com coronavírus? Deverá entrar em contacto com as autoridades de Saúde (SAÚDE 24) e poderá ter indicação para ficar em quarentena, e estar atenta ao aparecimento de sintomas.
3. O que devo fazer se for POSITIVA para o coronavírus? Antes de se dirigir ao hospital deve contactar a Saúde 24 ou a Linha de Apoio à Grávida. Em princípio terá indicação para ser avaliada para ponderar o tratamento/acompanhamento da situação: Sintomas leves à será em princípio aconselhada a recuperar em casa (em isolamento) Sintomas mais graves, terá de ser tratada em ambiente hospitalar
4. Posso frequentar as minhas consultas pré-natais e ecografias se estiver em isolamento/quarentena? Deve contactar a equipa do CHEDV (256 379 700) e informar de que está em isolamento/ quarentena. É provável que as consultas pré-natais de rotina sejam adiadas até o isolamento/quarentena terminarem. Se o seu médico a avisar que a sua consulta não pode esperar, serão tomadas as providências necessárias para que seja atendida.
5. O que faço se não estiver bem ou estiver preocupada com o meu bebé durante o isolamento/quarentena? As mulheres grávidas são aconselhadas a NÃO comparecer no CHEDV, a menos que necessitem de cuidados urgentes. Se estiver preocupada com o seu bem-estar ou do bebé durante o período de isolamento, entre em contato com a Linha de Apoio à Grávida. Se a assistência no hospital for recomendada, deve usar preferencialmente transporte particular. Quando chegar deve-se identificar ao segurança e alertar da sua situação clínica, antes de entrar. Idealmente deve usar máscara.
2Para mais informações, assista aos vídeos da DGS:
https://youtu.be/MJmWJyWywIU
https://youtu.be/R2U1LXCEPEU
https://youtu.be/eLfKq5NvVFM
SESSÕES PREPARAÇÃO PARA O PARTO
Todas as reuniões de Grávidas: Sessões de Preparação para o parto e de Medos e Mitos estão canceladas até nova indicação.
MEDOS E MITOS DA GRAVIDEZ
Todas as reuniões de Grávidas: Sessões de Preparação para o parto e de Medos e Mitos estão canceladas até nova indicação.
NÚCLEO
- Em qualquer situação urgente ginecológica.
- Em qualquer situação urgente na gravidez.
- Rotura de bolsa de águas.
- Perda de sangue vaginal, na gravidez.
- Diminuição acentuada dos movimentos fetais.
- Contrações uterinas regulares e dolorosas, de 5 em 5 minutos.
- Cesariana programada.
- Indução do trabalho de parto programada.


- 6 Cuecas altas e largas de algodão
- 6 Cuecas descartáveis (opcional)
- 2 Camisas de noite abertas à frente e/ou 2 pijamas
- 2 Soutiens de amamentação
- 1 Par de chinelos de quarto
- 1 Par de chinelos de praia
- 1 Robe
- Discos absorventes
- Objetos de higiene pessoal
- 1 Cinta (tipo faixa em caso de cesariana)
- 1 Toalha de banho
- Sacos de plástico para roupa suja
- 2 Mantas/Xailes
- 4 Fraldas de pano
- 18 Fraldas descartáveis
- 1 Gorro
- Toalhetes humedecidos
- 4 Conjuntos de body, fatos, casacos e meias/carapins 0
- Sacos de plástico para roupa suja
- 1 escova de cabelo
- Óleo de amêndoas doces
- Creme barreira para prevenir asssaduras
- 1 Toalha de banho
- Lima de papel (para as unhas)
- Roupa interior
- Fralda de pano
- Roupa exterior
- Fralda descartável
- Gorro
- Manta/ Xaile
- Preferencialmente de algodão;
- Previamente lavada com sabão neutro;
- Passada a ferro;
- Durante o trabalho de parto e parto é efetuado um acompanhamento contínuo da grávida, em favor do seu bem-estar físico e emocional, num ambiente de confiança e segurança.
- A prestação de cuidados é realizada por uma equipa multidisciplinar, dando informação à grávida e acompanhante, sobre a evolução do trabalho de parto e bem-estar fetal.
- A analgesia epidural é assegurada 24h/dia, às grávidas que o desejarem, por um Médico Anestesista.
- O Serviço de Neonatologia tem capacidade para receber recém-nascidos a partir das 24 semanas e presta apoio 24h/dia ao Núcleo de Partos e ao Berçário.
- É facilitado o corte do cordão umbilical pela mãe ou pelo acompanhante.
- Os cuidados imediatos ao recém-nascido são prestados junto dos pais, em compartimento próprio, dentro da sala de parto.
- Caso deseje será colhido sangue do cordão umbilical para criopreservação, em embalagem trazida pelos pais.
- Habitualmente após o parto, a mãe e o recém-nascido, permanecem em vigilância na sala de recobro.
- Sendo depois transferidos para o internamento de Obstetrícia, situado no 6º piso.

Assim:
No dia indicado, pode tomar o pequeno-almoço habitual em sua casa.
Pelas 8h00m, deverá dirigir-se ao Serviço de Urgência, no 2º piso, para abrir ficha de urgência. De seguida deve dirigir-se ao Núcleo de Partos, situado no 3º piso.
Deverá trazer o boletim de saúde da grávida, análises e ecografias realizadas.
Deverá trazer as roupas aconselhadas para si e para o seu bebé.
Poderá ter um acompanhante escolhido por si.
Depois da reavaliação da história clinica, da avaliação do bem-estar fetal e da avaliação das condições do colo uterino, será decidido o protocolo de indução.
Ser-lhe-á fornecida uma bata do serviço, para sua comodidade, durante a estadia neste setor e será levada para um Quarto de Dilatação (equipada com TV).
Ser-lhe-ão proporcionados cuidados de conforto, duches de relaxamento, dieta líquida e analgésicos.
Poderá caminhar dentro do quarto, quando indicado pelos médicos ou enfermeiros.
Poderá ir descansar à enfermaria de Obstetrícia, no 6º piso, durante a noite, se indicado. O seu acompanhante irá descansar ao seu domicílio.
As condições do seu colo uterino, indicarão quantas vezes necessitará de repetir a medicação, para a indução e maturação do colo. Assim , nos casos de colos pouco favoráveis a indução poderá durar mais que 1 dia.
Estamos aqui para cuidar de si e do seu bebé.- O aleitamento materno tem inúmeras vantagens para o bebé e para a mãe.
- Se não existirem contraindicações, será dado início à amamentação o mais precocemente possível. Habitualmente na primeira hora de vida.
- As senhoras enfermeiras darão conselhos e o apoio necessário.6


- A presença do acompanhante, junto da grávida, é um direito desta, reforçando vínculos e contribuindo para a sua tranquilidade.
- No Núcleo de Partos não são permitidas visitas.
- A escolha do(a) acompanhante é da exclusiva vontade e decisão da grávida, não podendo posteriormente ser substituído.
- Solicitamos ao acompanhante a colaboração no cumprimento das seguintes normas:
Objetivos e atendimento
Neste setor temos como objetivo, oferecer assistência e prestação de cuidados a grávidas em trabalho de parto ou com intercorrências, assim como a mulheres que necessitem de cuidados urgentes em ginecologia.
Podem recorrer a estes Serviços todas as utentes, qualquer que seja a sua área de residência ou Unidade de Saúde.
O atendimento é assegurado por médicos especialistas em Ginecologia/Obstetrícia e enfermeiras especialistas em Saúde Materna e Obstétrica (Parteiras), que têm por missão a prestação de cuidados personalizados, tornando o parto uma experiência única no ciclo de vida da mulher.
Dispõe de meios complementares de diagnóstico, analíticos, ecográficos e tecnológicos, de forma a assegurar uma excelente qualidade de cuidados técnicos e humanos.
A qualidade dos cuidados poderá ficar comprometida, se houver uma utilização abusiva do Serviço de Urgência, sem verdadeiro motivo. A sua cooperação é essencial.
Funciona 24 h por dia, 7 dias por semana.
Localiza-se no 3º piso, onde está também localizado o Serviço de Neonatologia.
Telefone: 256 379 700 Extensão: 5356
INTERNAMENTO
- O útero demora cerca de 4 semanas a voltar ao seu tamanho anterior à gravidez.
- As contrações uterinas podem ser sentidas nas 48 a 72 horas após o parto.
- A dor pode ser mais intensa nas multíparas (mulheres com mais que um filho), após um parto por cesariana ou no contexto de amamentação.
- Os lóquios são a descarga vaginal que resulta da descamação do local onde a placenta esteve inserida durante a gravidez.
- Inicialmente são sanguinolentos mas ao fim de uns dias tornam-se amarelos ou esbranquiçados.
- Habitualmente duram 1 mês mas podem persistir até 8 semanas após o parto.
- Em alguns partos é necessário fazer um pequeno corte no períneo para facilitar a saída do bebé e evitar lesões descontroladas nesta região. A esse corte chamamos episiotomia.
- A ferida deve manter-se limpa e seca; não necessita de cuidados adicionais além da higiene.
- Os pontos caem espontaneamente habitualmente entre o 7º e 10º dia.
- Evitar sentar-se por períodos prolongados na fase de cicatrização.
- No entanto a amamentação requer um período de adaptação.
- O colostro é a secreção da mama de cor amarelada produzida geralmente até ao 2º ou 3º dia pós-parto.
- Entre o 2º e 3º dia as mamas ficam mais tensas e pode surgir um pico febril (inferior a 24h). Isto deve-se ao aumento do volume de leite produzido, vulgarmente conhecido como subida do leite.
- Deve adotar uma dieta equilibrada e variada, incluindo beber muitos líquidos.
- Não deve beber bebidas estimulantes (chá preto, café ou álcool).
- Não deve fumar.
- Não deve fazer medicação sem receita médica.
- O reinício das relações sexuais deve acontecer quando a mulher se sentir preparada.
- A maioria das mulheres retoma a atividade sexual entre a 3ª e 6ª semanas após o parto.
- As primeiras vezes pode causar dor e desconforto, o que pode ser minimizado pelo uso de lubrificantes.
- O fato de não menstruar e a amamentação não significam ausência de risco de gravidez.
- Antes da alta hospitalar devem ser consideradas opções contracetivas.
- A pílula da amamentação só deverá ser iniciada na 3ª semana pós-parto.
- É importante respeitar um intervalo antes de uma nova gravidez, especialmente no caso de parto por cesariana.
- A primeira menstruação surge ao fim de 6 a 8 semanas após o parto nas mulheres que não amamentam. Pode surgir mais tarde nas mulheres a amamentar.
- Nos primeiros dias é normal um aumento das micções para eliminar o excesso de água acumulado durante a gravidez.
- O ardor durante a micção e a urgência em urinar podem significar infeção urinária que é mais frequente após o parto.
- São veias dilatadas do canal anal que podem ser causadas não só pela gravidez mas também pelo esforço exercido durante o trabalho de parto.
- Habitualmente são dolorosas e exigem a adoção de medidas que diminuam o desconforto.
- Pode aplicar gelo durante curtos períodos (máximo 15 minutos) várias vezes ao dia, para alívio da dor. Pode ser necessário tratamento local que deve ser prescrito pelo médico.
- O exercício além de melhorar o bem estar da mãe também ajuda a prevenir a incontinência urinária e o prolapso dos órgãos pélvicos.
- Os exercícios para reforçar o pavimento pélvico devem ser iniciados o mais precocemente possível.
- Os exercícios que envolvam a musculatura abdominal podem ser iniciados 2 semanas após o parto vaginal e mais tarde (por volta da 6ª semana) no caso de parto por cesariana.
- Consistem em constrair os músculos do pavimento pélvico, músculos estes que sustentam a uretra, bexiga, útero e recto.
- Estes são os músculos utilizados durante as micções e a relação sexual, e podem ser controlados e exercitados voluntariamente pela mulher.
- Durante a gravidez, devido às alterações hormonais ocorre um relaxamento dos músculos pélvicos.
- Dado que estes músculos envolvem o canal através do qual o bebé irá passar, é importante que sejam exercitados de forma a permitir o seu fortalecimento e uma boa distensão durante o trabalho de parto.
- Os exercícios de Kegel ajudarão a fortalecer os músculos pélvicos e a desenvolver o tónus muscular.
- Prevenir situações de incontinência urinária (perda involuntária de urina);
- Melhorar a actividade sexual;
- Melhorar a circulação sanguínea vaginal diminuindo o tempo de cicatrização da epiorrafia (sutura perineal);
- Prevenir o prolapso uterino, cistocelo e rectocelo (saída do útero, bexiga e recto para o exterior, respectivamente).
- Quando estiver a urinar, interrompa o jacto de urina e conte até três...relaxe e urine mais um pouco... volte a interromper o jacto, conte até três e assim sucessivamente até terminar a micção.
- Contraia os músculos do pavimento pélvico como se estivesse a sugar àgua para dentro da vagina.
- Depois faça força empurrando para baixo como se estivesse a tentar deitar fora a àgua.
- Quando conseguir fazer isto várias vezes ao dia, está preparada para a fase seguinte, que consiste em realizar os exercícios em qualquer momento e em qualquer lugar, sem que isso seja percebido pelas outras pessoas.
- Estes exercícios para serem eficazes devem ser praticados várias vezes ao dia e realizados todos os dias durante toda a vida. Podem efectuar-se em séries de 10, pelo menos 3 vezes por dia.
- É de extrema importância a realização de um exame ginecológico no período puerperal para despiste de possíveis complicações.
- Esta consulta é realizada entre as 4 a 6 semanas após o parto no médico de família, salvo raras exceções.
- Temperatura corporal igual ou superior a 38º C;
- Local da cicatriz com perda de sangue, líquido amarelado, pús ou os bordos afastados;
- Dor no peito ou falta de ar;
- Aparecimento de zona quente, vermelha e dolorosa nas pernas;
- Os lóquios com cheiro fétido ou que não diminuem progressivamente nos dias seguintes ao parto;
- Mama com sinais de inflamação (vermelha, quente, dolorosa).
- O registo do bebé pode ser efetuado no 6º piso, num gabinete, junto do Secretariado do Serviço de Obstetrícia- Ginecologia.
- Todos os dias de segunda a sexta-feira das 13 às 18h e sábados das 13 às 17h.
- Para o Registo deve trazer o Cartão de Cidadão dos pais e o Boletim de Saúde Infantil.

- No caso de ter um parto por via vaginal poderá ter alta ao 2º dia, no caso de cesariana terá alta ao 3º dia.
- No momento da alta os médicos e enfermeiros irão fornecer conselhos importantes nos cuidados da mãe e do bebé.
- Será dispensada uma embalagem de contraceptivo, para quem pretender.
- Antes de sair ser-lhe-ão entregues o Boletim de Saúde Infantil, a Carta de Alta para o Médico Assistente, receituário (se necessário) e a Declaração de Internamento.
- Não esquecer a cadeirinha de transporte para o recém-nascido.
- No dia da alta será necessário o cartão de cidadão da mãe ou do pai.
- Deverá ir à Unidade de Cuidados de Saúde Primários da área de residência, entre o 3º e 6º dia de vida do bebé, para fazer o “Teste do Pezinho”, (e vacinas de BCG e Hepatite B, se eventualmente não foram administradas no hospital).
- Deslocar-se ao Centro Regional de Segurança Social para tratar da licença de maternidade e do abono de família. Deve levar consigo o Registo do bebé e uma declaração do internamento;
- Entregar uma Declaração do Internamento na entidade patronal do pai e da mãe;
- Consulta de vigilância do recém-nascido na 2ª semana de vida
- Consulta de vigilância do puerpério e planeamento familiar, entre a 4 e a 6ª semana após o parto.
- Amamentação se tiver dúvidas, pode contatar sempre, o Serviço pelo telefone 256379700, extensão 5356.

- Durante o internamento são administradas ao bebé as vacinas:
- BCG
- 1ª dose da vacina da hepatite B
Rastreio auditivo
- Antes da alta é efetuado um teste rápido, não invasivo, ao ouvido do bebé, com vista a promover o adequado desenvolvimento da audição.
- A audição normal é essencial para o desenvolvimento da linguagem oral da criança, pelo que é importante identificar todas as crianças com perda auditiva antes dos 3 meses de idade.
- É muito importante que a deficiência auditiva seja detetada o mais precocemente possível, e que o tratamento adequado seja iniciado antes dos 6 meses de idade.
- A intervenção e tratamento precoces aumentam a probabilidade da criança com deficiência auditiva poder aprender a falar, a ter um desenvolvimento cognitivo adequado e a inserir-se normalmente na sociedade.
- Como se faz o rastreio auditivo
- O Rastreio é realizado através de um equipamento que deteta sons suaves e de fraca intensidade emitidos pelos ouvidos normais (Otoemissões Acústicas - OEA).
- Este exame é indolor, não invasivo, de fácil realização, executado com o bebé a dormir ou relaxado,e leva alguns minutos a realizar. É colocada uma sonda no canal auditivo que permite a recolha dos referidos sons.
- Consoante o resultado do exame pode ser necessário repeti-lo, sem que isso signifique que existe algum problema auditivo.
- Após a alta o bebé será convocado para uma consulta de oftalmologia a realizar quando completar um ano de vida.
- Pretende-se rastrear estrabismos, miopia, astigmatismo, cataratas entre outros.
- Os rastreios positivos serão chamados para a consulta de oftalmologia imediatamente.
- Antes da alta é efetuado a todos os recém-nascidos este rastreio para despiste de mal formações cardíacas.
Internamento de Obstetrícia
- Sistema de videovigilância
- Avaliação médica diária da mãe e do bebé.
- A permanência do recém-nascido junto da mãe é atualmente a opção mais recomendada,devido aos benefícios, no estabelecimento do vínculo afetivo entre a mãe e o bebé.
- Após o parto, o bebé irá para junto da mãe, sendo os primeiros cuidados prestados pela equipa de enfermagem, em estreita colaboração com a mãe.
- Se a mãe não apresentar incapacidade física, após o1º levante, será incentivada e elucidada quanto à prestação de cuidados ao bebé, podendo sempre dispor do apoio da equipa de enfermagem.
Horário das visitas no internamento de Obstetrícia
- Das 11h às 15h – uma visita (não pode ser substituída)
- Das 15h às 20h – 2 visitas (podem ser substituídas)
GINECOLOGIA
O que é o Cancro do Colo do Útero?
Este cancro desenvolve-se na região inferior do útero, que é a parte mais estreita do útero e que o liga à vagina.
Este cancro pode ocorrer quando as células do colo do útero são infetadas, por um ou mais tipos de HPV ( Vírus Papiloma Humano) de alto risco.
Na maior parte das mulheres a infeção por HPV é eliminada pelo sistema imunitário, sem nunca ter criado qualquer tipo de sintoma. Porém , em alguns casos , as células infetadas podem alterar-se ainda mais ao longo do tempo, até que, dão origem a um cancro.
As células anormais demoram muitos anos a evoluir das fases iniciais até cancro.
Uma grande percentagem de mulheres é exposta ao HPV em algum momento da sua vida.
Existem mais de 100 tipos de HPV, dos quais 14 são considerados de alto risco para o desenvolvimento de cancro do colo do útero.
O HPV 16 e o HPV 18 são 2 tipos que em conjuntos, são responsáveis por 70% dos casos de cancro do colo uterino.
Como se transmite o HPV?
O HPV é mais frequentemente transmitido por contacto sexual, podendo em casos muito raros transmitir-se por contacto não sexual.
Qualquer pessoa pode estar infetada com HPV, mesmo quando tem apenas um parceiro sexual.
Como a infeção é assintomática, o contágio pode acontecer sem que haja suspeita,a infeção pode permanecer durante muitos anos e manifestar-se apenas numa fase posterior, pelo que a relação que deu origem à infeção (contágio) pode não ser a atual.
Fatores de risco
- Início de relações sexuais em idade precoce.
- Múltiplos parceiros sexuais, ou parceiros com múltiplos relacionamentos.
- Infeções ginecológicas frequentes.Tabaco.Deficiência de imunidade
Quem deve fazer o Rastreio?
Todas as mulheres, após os 3 primeiros anos de atividade sexual, ao longo da vida, principalmente entre os 25 e os 65 anos.
Como se deve preparar para o exame?
- Não pode estar com o período menstrual.
- Nos 2-3 dias antes, evite as relações sexuais.
- Não efetue irrigações vaginais, não utilize medicamentos vaginais nem lubrificantes...

Informação Pós Conização
Após o tratamento é natural que sinta algum desconforto ou dores ligeiras, pelo que lhe serão fornecidos analgésicos ( 1 cp de Ibuprofeno 400 mg 8/8 h, 2 dias );
Será informada se levar uma compressa na vagina, como tamponamento. Esta compressa deve ser retirada 8-10 horas após o tratamento;
É natural apresentar um corrimento ensanguentado, com algum cheiro, por 3-4 semanas. Deve usar penso menstrual. Nunca deve utilizar tampão durante este tempo;
Deve evitar esforços moderados-intensos, no dia do tratamento e no dia seguinte.
Evite esforços intensos durante um mês;
A atividade sexual deve ser evitada por 30 dias;
Efetuar higiene intima cuidadosa 1-2x/dia. Não realizar duches vaginais, nem banhos de imersão;
Se surgir:
- Hemorragia vaginal intensa ( superior ao período menstrual );
- Dores violentas;
- Febre nas primeiras 72 horas;
- Corrimento purulento intenso;
- Será marcada uma consulta, para vigilância, após alguns meses.
- Os resultados dos exames estarão prontos aproximadamente após um mês. Se houver alterações que indiquem tratamentos adicionais, será contactada por carta ou telefone. Por favor confirme no balcão administrativo, se a sua morada e telefone estão atualizados.
- Na véspera do exame, deve fazer a sua vida normal. Se lhe for prescrita alguma medicação, deve cumpri-la às horas indicadas.
- No dia do exame, deve tomar um pequeno-almoço ligeiro (p. ex., chá com açúcar) e a medicação aconselhada pelo seu médico.
- Evite chegar atrasada pois pode comprometer o normal funcionamento da Sala de Exames.
- Deve ser acompanhada por alguém para apoio após a intervenção.
- hemorragia
- dores violentas
- febre nas primeiras 72 horas
OBSTETRÍCIA
Um bebé… Tantas dúvidas…
Icterícia fisiológica A icterícia traduz-se por uma coloração amarela da pele resultante da acumulação de um pigmentoque, na maioria dos casos, ocorre por imaturidade do fígado do bebé. Pode ser necessário fazer Fototerapia: exposição a uma luz própria que ajuda a eliminar o pigmento. Em bebés sob aleitamento materno a icterícia pode ser mais prolongada. Em bebés com aleitamento materno a icterícia pode ser mais prolongada, no entanto não tem importância se a cor da urina e das fezes forem normais e o bebé não tiver quaisquer outros sintomas. Após a alta do hospital, se notar que o seu filho está a ficar muito amarelo deve consultar o médico assistente. Transporte no automóvel: O RN deve sair do hospital numa cadeirinha própria para transporte no automóvel. Todos os modelos vendidos em Portugal estão homologados e têm a etiqueta “E”. As mais adequadas para os primeiros meses são as do grupo 0 (até aos 10kg) e grupo 0+ (até aos 13 kg). Devem ser colocadas com as costas viradas para a frente do automóvel, no banco de trás ou da frente. Nunca colocar num lugar equipado com airbag: pode ser fatal para o bebé em caso de acidente. Usar a cadeira corretamente em todas as viagens, mesmo em distâncias curtas! Rastreios e vacinas Teste do pézinho Este exame permite rastrear algumas doenças congénitas. Rastreio Auditivo Consiste num teste rápido e não invasivo que permite o despiste de défice auditivo promovendo o tratamento precoce. Será realizado durante o internamento ou após a alta.Poderá ser necessário repetir o exame sem que isso signifique que exista algum problema. Vacinas Caso não tenha sido administrada durante o internamento a vacina da hepatite B, esta e as restantes vacinas do programa nacional de vacinação serão administradas no centro de saúde. A BCG (vacina contra a tuberculose) atualmente está indicada apenas em grupos de risco. Primeira consulta após a alta: Deve agendar a 1ª consulta do seu filho, no médico assistente, idealmente aos 15 dias. Os recém-nascidos (RN) perdem peso nos primeiros dias, mas aos 15 dias já devem ter novamente o peso de nascimento. Alguns problemas podem não ser evidentes nos primeiros dias, mas habitualmente, se existirem, estarão maioritariamente presentes por volta desta idade. Dúvidas comuns: Banho A aplicação de sabão/sabonete é habitualmente desnecessária. Como o RN tem uma secreção sebácea baixa, deve usar-se apenas água tépida. O sabão deve ser suave, com pH neutro e sem aditivos. A temperatura da água deve rondar os 36ºc e deve ser sempre confirmada. Roupa A roupa do bebé deve ser confortável, de algodão ou outras fibras naturais. Retire todas as etiquetas que fiquem em contacto direto com a pele. Como a capacidade de controlar a sua própria temperatura e de produzir suor está diminuída no RN, o bebé está sujeito a alterações térmicas. A roupa do bebé deve ser adequada à época do ano e às oscilações da temperatura ambiente. Cuidados com o cordão umbilical Deve manter o cordão umbilical limpo e seco, sem cobrir com a fralda ou uma faixa. Deve consultar o médico se notar que a pele à volta do cordão está vermelha ou se o cordão tiver secreções purulentas com mau cheiro. Cuidados com a zona da fralda Nas 1ªs semanas e sempre que a pele estiver irritada lave a zona da fralda com água tépida ou com uma compressa húmida, secando bem de seguida. O uso de toalhete deve ser reservado para as saídas de casa. Não é necessário aplicar cremes/pomadas por rotina para prevenir a irritação da pele. O uso de pó talco não está recomendado. Em caso de lesão irritativa está indicado limpar e secar bem a zona em todas as mudas, expor ao ar e aplicar uma pomada/pasta com óxido de zinco e/ou vitamina A. Se a inflamação se mantiver ou agravar e o bebé tiver a boca com “farfalho” ou “sapinhos” consulte o seu médico porque pode precisar de tratamento apropriado. Febre Não é necessário medir a temperatura por rotina, mas só se notar que o bebé está quente, mama mal, está irritado ou pouco reativo. Deve medir a temperatura rectal com um termómetro digital. Considera-se febre se for igual ou superior a 38ºC. Frequentemente respondem às infeções não com febre, mas com temperatura baixa. Em qualquer dos casos consulte o seu médico assistente. Cólicas As cólicas típicas do bebé são frequentes, surgem após as primeiras semanas e mantêm-se até por volta dos 4-6 meses de idade. Na generalidade acontecem para o final do dia/princípio da noite e o bebé chora “desesperado” aparentemente sem qualquer razão. O bebé, habitualmente, está bem, alimenta-se normalmente, sem vómitos, sem diarreia, sem alterações de temperatura e após estes episódios acalma naturalmente. Podem melhorar com mudança de posição, flexão das pernitas sobre o abdómen ou massajando-o suavemente. Existem medicamentos disponíveis para melhorar as cólicas, mas deve aconselhar-se com o seu médico assistente. Outros cuidados importantes:- Nunca deixe o bebé sozinho em cima da cama, do sofá ou da mesa.
- Mantenha-o afastado de líquidos quentes.
- Sempre que o transportar na cadeirinha aperte os cintos.
- Evite ao máximo: ambientes com muitas pessoas (ex. shopping), contacto com pessoas doentes.

- Faz contrair o útero e acelera a recuperação
- Recuperação do peso anterior á gravidez
- Reduz o risco de cancro do ovário e da mama
- Protege contra doenças cardiovasculares e osteoporose
- Composição equilibrada
- Nutrientes fundamentais para o desenvolvimento físico e intelectual
- Digestão fácil
- Reduz as doenças alérgicas e infeciosas em bebé e criança
- Diminui a ocorrência de muitas doenças da idade adulta.
- Melhora a formação da boca e alinhamento dos dentes
- O Rastreio de Cardiopatias Congénitas é uma ecografia dirigida ao coração do feto. Utiliza um aparelho semelhante ao usado nas ecografias obstétricas de rotina.
- É um exame indolor, sem riscos para a grávida ou para o bebé. Demora entre 15 minutos a 30 minutos.
- Idealmente deve ser efetuado às 22 semanas de gravidez (pode ser realizado a partir das 18 semanas), altura em que o coração do feto tem um desenvolvimento adequado para se poder detectar qualquer alteração.
- É realizado por um médico obstetra e diferenciado em ecocardiografia fetal, ou seja com experiência na detecção de doenças do coração do feto.
- Este exame realiza-se sempre que haja maior risco de malformações no coração do bebé.
As situações de risco de doença cardíaca no feto são:
- Suspeita de malformações cardíacas em ecografias de rotina;
- Doenças maternas (Diabetes, doenças reumáticas);
- Medicamentos ou drogas tomadas pela Grávida;
- Malformações fetais a nível de outros orgãos;
- Anomalias cromossómicas fetais (Trissomia 21, Trissomia 18, etc.);
- Excesso de peso/ obesidade;
O que é o rastreio de aneuploidias?
O rastreio de aneuploidias permite identificar os fetos com maior risco de serem portadores de algumas anomalias cromossómicas
(Trissomia 21, 13 e 18).
Como é feito o rastreio?
O rastreio combinado utiliza marcadores bioquímicos do sangue materno, marcadores ecográficos e a idade materna para calcular o risco de anomalias cromossómicas.
Os marcadores bioquímicos (PAPP-A e Beta-HCG) são obtidos através do sangue materno entre as 9 e as 13 semanas e 6 dias de gravidez.
A ecografia é realizada entre as 11 semanas e as 13 semanas e 6 dias e avalia a translucência da nuca (TN) e o osso nasal (ON).
A TN consiste na medida do espaço preenchido por líquido que se encontra atrás do pescoço do feto. O risco de alterações cromossómicas
baseia-se na sua medição e na visualização dos ossos do nariz.
O que significam os resultados?
Uma vez que se trata de um teste de rastreio os resultados podem ser:
- Rastreio negativo
- Rastreio positivo
- Cerca de 95 em cada 100 fetos afetados pela alteração cromossómica serão identificados pelo rastreio.
- Cerca de 5% de todas as grávidas de fetos sem alterações cromossómicas, terão um rastreio positivo.
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