OBSTETRÍCIA

Rastreio de alterações cromossómicas

O Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do CHEDV oferece a possibilidade de realização do rastreio combinado de 1º trimestre a todas as grávidas da sua área de referência.

Para mais esclarecimentos contactar a Secretaria do Núcleo de Partos do CHEDV

 

 

 

 

 

 

 

O que é o rastreio de aneuploidias?

O rastreio de aneuploidias permite identificar os fetos com maior risco de serem portadores de algumas anomalias cromossómicas

(Trissomia 21, 13 e 18).

Como é feito o rastreio?

O rastreio combinado utiliza marcadores bioquímicos do sangue materno, marcadores ecográficos e a idade materna para calcular o risco de anomalias cromossómicas.

Os marcadores bioquímicos (PAPP-A e Beta-HCG) são obtidos através do sangue materno entre as 9 e as 13 semanas e 6 dias de gravidez.

A ecografia é realizada entre as 11 semanas e as 13 semanas e 6 dias e avalia a translucência da nuca (TN) e o osso nasal (ON).

A TN consiste na medida do espaço preenchido por líquido que se encontra atrás do pescoço do feto. O risco de alterações cromossómicas

baseia-se na sua medição e na visualização dos ossos do nariz.

O que significam os resultados?

Uma vez que se trata de um teste de rastreio os resultados podem ser:

  • Rastreio negativo

Significa que o feto tem baixa probabilidade de ser afetado.

  • Rastreio positivo

Significa que o feto tem um risco superior à média da população de ter alterações cromossómicas, mas não significa que esteja afetado.

No caso de rastreio positivo, a grávida será convocada para aconselhamento pré-natal e serão oferecidas técnicas diagnósticas (biópsia das vilosidades coriónicas entre as 11 e as 13 semanas ou amniocentese após as 15-16 semanas) para confirmar a constituição cromossómica do feto.

O rastreio apenas identifica os fetos com maior risco de serem afetados pelas alterações cromossómicas mais frequentes. Um rastreio negativo não significa que o feto não tenha outras anomalias.

 

O rastreio é fiável?

A sensibilidade do rastreio combinado, quando realizado de forma correta, é de 95%, com 5% de falsos positivos. Isto significa que:

  • Cerca de 95 em cada 100 fetos afetados pela alteração cromossómica serão identificados pelo rastreio.
  • Cerca de 5% de todas as grávidas de fetos sem alterações cromossómicas, terão um rastreio positivo.

Quando saberei o resultado?

O resultado definitivo demora cerca de 2 semanas.

Um bebé… Tantas dúvidas…

Icterícia fisiológica

A icterícia traduz-se por uma coloração amarela da pele resultante da acumulação de um pigmentoque, na maioria dos casos, ocorre por imaturidade do fígado do bebé.

Pode ser necessário fazer Fototerapia: exposição a uma luz própria que ajuda a eliminar o pigmento.
Em bebés sob aleitamento materno a icterícia pode ser mais prolongada.

Em bebés com aleitamento materno a icterícia pode ser mais prolongada, no entanto não tem importância se a cor da urina e das fezes forem normais e o bebé não tiver quaisquer outros
sintomas. Após a alta do hospital, se notar que o seu filho está a ficar muito amarelo deve consultar o médico assistente.

Transporte no automóvel:

O RN deve sair do hospital numa cadeirinha própria para transporte no automóvel.
Todos os modelos vendidos em Portugal estão homologados e têm a etiqueta “E”.

As mais adequadas para os primeiros meses são as do grupo 0 (até aos 10kg) e grupo 0+ (até aos 13 kg).

Devem ser colocadas com as costas viradas para a frente do automóvel, no banco de trás ou da frente.

Nunca colocar num lugar equipado com airbag: pode ser fatal para o bebé em caso de acidente.

Usar a cadeira corretamente em todas as viagens, mesmo em distâncias curtas!

 

Rastreios e vacinas

Teste do pézinho

Este exame permite rastrear algumas doenças congénitas.

Rastreio Auditivo

Consiste num teste rápido e não invasivo que permite o despiste de défice auditivo promovendo o tratamento precoce. Será realizado durante o internamento ou após a alta.Poderá ser necessário repetir o exame sem que isso signifique que exista algum problema.

Vacinas

Caso não tenha sido administrada durante o internamento a vacina da hepatite B, esta e as restantes vacinas do programa nacional de vacinação serão administradas no centro de saúde. A BCG (vacina contra a tuberculose) atualmente está indicada apenas em grupos de risco.

Primeira consulta após a alta:

Deve agendar a 1ª consulta do seu filho, no médico assistente, idealmente aos 15 dias.

Os recém-nascidos (RN) perdem peso nos primeiros dias, mas aos 15 dias já devem ter novamente o peso de nascimento.

Alguns problemas podem não ser evidentes nos primeiros dias, mas habitualmente, se existirem, estarão maioritariamente presentes por volta desta idade.

Dúvidas comuns:

Banho

A aplicação de sabão/sabonete é habitualmente desnecessária.

Como o RN tem uma secreção sebácea baixa, deve usar-se apenas água tépida.

O sabão deve ser suave, com pH neutro e sem aditivos. A temperatura da água deve rondar os 36ºc e deve ser sempre confirmada.

Roupa

A roupa do bebé deve ser confortável, de algodão ou outras fibras naturais. Retire todas as etiquetas que fiquem em contacto direto com a pele.

Como a capacidade de controlar a sua própria temperatura e de produzir suor está diminuída no RN, o bebé está sujeito a alterações térmicas.

A roupa do bebé deve ser adequada à época do ano e às oscilações da temperatura ambiente.

Cuidados com o cordão umbilical

Deve manter o cordão umbilical limpo e seco, sem cobrir com a fralda ou uma faixa.

Deve consultar o médico se notar que a pele à volta do cordão está vermelha ou se o cordão tiver secreções purulentas com mau cheiro.

Cuidados com a zona da fralda

Nas 1ªs semanas e sempre que a pele estiver irritada lave a zona da fralda com água tépida ou com uma compressa húmida, secando bem de seguida. O uso de toalhete deve ser reservado para as saídas de casa.

Não é necessário aplicar cremes/pomadas por rotina para prevenir a irritação da pele. O uso de pó talco não está recomendado.

Em caso de lesão irritativa está indicado limpar e secar bem a zona em todas as mudas, expor ao ar e aplicar uma pomada/pasta com óxido de zinco e/ou vitamina A.

Se a inflamação se mantiver ou agravar e o bebé tiver a boca com “farfalho” ou “sapinhos” consulte o seu médico porque pode precisar de tratamento apropriado.

Febre

Não é necessário medir a temperatura por rotina, mas só se notar que o bebé está quente, mama mal, está irritado ou pouco reativo. Deve medir a temperatura rectal com um termómetro digital.

Considera-se febre se for igual ou superior a 38ºC.

Frequentemente respondem às infeções não com febre, mas com temperatura baixa. Em qualquer dos casos consulte o seu médico assistente.

Cólicas

As cólicas típicas do bebé são frequentes, surgem após as primeiras semanas e mantêm-se até por volta dos 4-6 meses de idade.

Na generalidade acontecem para o final do dia/princípio da noite e o bebé chora “desesperado” aparentemente sem qualquer razão.

O bebé, habitualmente, está bem, alimenta-se normalmente, sem vómitos, sem diarreia, sem alterações de temperatura e após estes episódios acalma naturalmente.

Podem melhorar com mudança de posição, flexão das pernitas sobre o abdómen ou massajando-o suavemente.

Existem medicamentos disponíveis para melhorar as cólicas, mas deve aconselhar-se com o seu médico assistente.

Outros cuidados importantes:

  • Nunca deixe o bebé sozinho em cima da cama, do sofá ou da mesa.
  • Mantenha-o afastado de líquidos quentes.
  • Sempre que o transportar na cadeirinha aperte os cintos.
  • Evite ao máximo: ambientes com muitas pessoas (ex. shopping), contacto com pessoas doentes.

Quaisquer outros problemas ou dúvidas consulta o seu Médico Assistente.

Cardiotocografia

A frequência cardíaca fetal (FCF) é um parâmetro para determinar o bem-estar fetal.

A cardiotocografia é o método que permite o estudo da FCF e de suas variações em resposta à atividade uterina e à oxigenação, permitindo a interpretação dos diferentes estados comportamentais do feto (ciclo sono-vigília).

Quando se deve realizar este exame?

A cardiotocografia anteparto inicia-se a partir das 37 semanas de gestação, como exame de rotina. Antes das 37 semanas de gestação, a cardiotocografia é apenas efectuada de acordo com indicação médica.

Como se faz a Cardiotocografia?

Os transdutores são colocados no abdómen da grávida, através do auxílio de cintas elásticas (daí este exame ser vulgarmente conhecido pelas “cintas”).

O tocotransdutor é colocado no fundo do útero, de forma a registar as contrações uterinas e o cardiotransdutor é colocado na região abdominal de forma a poder captar os batimentos cardíacos do feto.

É fornecido à grávida um sinalizador onde deve carregar sempre que sentir os movimentos fetais.

A cardiotocografia é um método de avaliação seguro e não interfere com a saúde da grávida e/ou do feto

Quanto tempo demora?

A cardiotografia é realizada antes de se dar início à consulta médica.

A duração depende dos movimentos do bebé, devendo ter duas acelerações em 10 minutos de exame.

Se não tiver certeza dos movimentos do bebé, o que devo fazer?

Deitar de lado para a esquerda e contar os movimentos do bebé nas 2 horas seguintes;

Se não sentir 10 movimentos no espaço de 12 horas, deve vir ao Serviço de Urgência.

 

Aleitamento materno

O melhor para a mãe e o seu filho

Amamentar é uma experiência única e gratificante tanto para a mãe como para o bebé.

​Reforça o vínculo afetivo mãe-filho e contribui para o normal desenvolvimento emocional da criança
ao longo da vida.

Benefícios para a mãe

  • Faz contrair o útero e acelera a recuperação
  • Recuperação do peso anterior á gravidez
  • Reduz o risco de cancro do ovário e da mama
  • Protege contra doenças cardiovasculares e osteoporose

Benefícios para o bebé

  • Composição equilibrada
  • Nutrientes fundamentais para o desenvolvimento físico e intelectual
  • Digestão fácil
  • Reduz as doenças alérgicas e infeciosas em bebé e criança
  • Diminui a ocorrência de muitas doenças da idade adulta.
  • Melhora a formação da boca e alinhamento dos dentes

É GRÁTIS E PRATICO: está sempre disponível, á temperatura ideal e não necessita de esterilização.

Quando iniciar?

O ideal é que coloque o recém-nascido (RN) a mamar ainda na sala de parto ou logo que possível.

Nos primeiros 3 dias, a mama produz o colostro, um líquido amarelado, rico em fatores de
proteção que ajudam o bebé a combater as doenças.

Cerca do 4º dia, com a “subida do leite”, começa a produção do leite maduro, mais branco e aguado,
rico em hidratos de carbono e gordura.

Qual a duração e frequência das mamadas?

Deve amamentar “a pedido”, sempre que lhe pareça que o bebé quer.

A composição do leite varia de acordo com as necessidades do bebé, daí que a frequência das
mamadas seja muito variável.

No início o RN talvez queira mamar de hora a hora. Mais tarde começará a mamar cada 2 ou 3
horas, ou 8 a 12 vezes/dia. Pode fazer uma pausa de 4 ou 5 horas, principalmente à noite.

É nos primeiros minutos que o bebé mama a maior parte do leite de uma refeição. É importante que
deixe esvaziar uma mama até ao fim porque o leite do final é mais rico em gordura. Deve alternar
a ordem na próxima mamada.

Adaptação à mama e cuidados

Antes de amamentar deve lavar as mãos cuidadosamente. Escolha um local tranquilo e
uma posição confortável. O uso de uma almofada para apoiar o braço pode ajudar.

A posição em que está sentada e o bebé voltado para si, “semi de pé” é a mais vantajosa. Mas
deve alternar com outras posições, tal como deitada, o que ajuda a esvaziar diferentes zonas
da mama.

Para iniciar a mamada, aproxime o bebé da mama e toque-lhe com o mamilo no lábio
inferior.

Adaptação correta:

A boca do bebé está muito aberta, envolvendo não só o mamilo, mas também a aréola, a aréola é mais visível em cima da boca do bebé; o lábio inferior está voltado para fora; o nariz está liberto.

​A mãe e o bebé acabam por adaptar-se mutuamente.

Alimentação da mãe

Não é necessária nenhuma dieta especial, apenas uma alimentação saudável e variada, ingerindo muitos líquidos. Suplementos vitamínicos só estão recomendados em casos
específicos como em mães vegetarianas.

Não tome qualquer medicamento sem consultar o médico.

Problemas comuns para a mãe:

Ingurgitamento mamário

Com a subida do leite as mamas podem ficar tensas, quentes e dolorosas.

Prevenir: iniciar a amamentação logo após o parto; amamentar em horário livre;
assegurar uma boa adaptação.

Tratar: extrair um pouco de leite (manualmente ou com bomba) e/ou
aplicar compressas húmidas mornas e massajar a mama em movimentos
circulares antes das mamadas; aplicar compressas frias entre as mamadas.

Mamilos gretados

Podem ocorrer principalmente no início da amamentação devido a uma má
adaptação do bebé à mama.

Prevenir: assegurar uma boa adaptação; aplicar 2-3 gotas de leite materno e/ou
pomada adequada no mamilo e aréola após o banho e após cada mamada;
lavar os mamilos 1 vez/dia; deixe o bebé soltar a mama espontaneamente;

Tratar: iniciar a amamentação pelo mamilo não afetado; manter a aplicação
de leite e/ou pomada nos mamilos e expô-los ao ar.

Mastite

A mama fica quente, vermelha, inchada e muito dolorosa, acompanhando-se de
febre alta e mal-estar.

Prevenir: evitar roupas apertadas, tratar precocemente o ingurgitamento e os
mamilos gretados.

Tratar: consultar o médico; repousar; manter a amamentação na mama afetada
(se não for possível, extrair o leite de preferência a mão ou com bomba).

Dúvidas quanto ao bebé

P: O meu leite é bom?
R: O seu leite é sempre excelente!

P: Acaba de mamar e mete as mãos na boca. É fome?
R: Não. É um reflexo normal do bebé.

P: Não sei se está a mamar o suficiente.
R: O melhor sinal é o aumento de peso, ainda que possa variar de uma semana para outra.

P: se lhe der leite da farmácia, engordará mais?
R: É provável que sim, mas não é uma vantagem.

P: posso dar de mamar até quando?
R: Enquanto quiser e puder, de preferência, em exclusivo, até aos seis meses.

P: Posso dar-lhe chupeta?
R: Sim. De preferência após as primeiras duas semanas de idade ou após a amamentação estar bem estabelecida.

P: Se não der de mamar prejudico o meu bebé?
R: Dar de mamar é o ideal mas se não puder ou quiser há alternativas. Não se sinta culpada!

Rastreio de Cardiopatias Congénitas

  • O Rastreio de Cardiopatias Congénitas é uma ecografia dirigida ao coração do feto. Utiliza um aparelho semelhante ao usado nas ecografias obstétricas de rotina.
  • É um exame indolor, sem riscos para a grávida ou para o bebé. Demora entre 15 minutos a 30 minutos.
  • Idealmente deve ser efetuado às 22 semanas de gravidez (pode ser realizado a partir das 18 semanas), altura em que o coração do feto tem um desenvolvimento adequado para se poder detectar qualquer alteração.
  • É realizado por um médico obstetra e diferenciado em ecocardiografia fetal, ou seja com experiência na detecção de doenças do coração do feto.
  • Este exame realiza-se sempre que haja maior risco de malformações no coração do bebé.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As situações de risco de doença cardíaca no feto são:

  • Suspeita de malformações cardíacas em ecografias de rotina;
  • Doenças maternas (Diabetes, doenças reumáticas);
  • Medicamentos ou drogas tomadas pela Grávida;
  • Malformações fetais a nível de outros orgãos;
  • Anomalias cromossómicas fetais (Trissomia 21, Trissomia 18, etc.);
  • Excesso de peso/ obesidade;

Nem sempre é conclusivo. A obesidade ou a existência de cicatrizes no abdómen da grávida, a posição do bebé e a quantidade de líquido amniótico podem esconder o coração do feto e não permitir a realização do exame. Nesses casos pede-se habitualmente à grávida que dê um passeio ou que volte em outro dia para tentar novamente realizar o exame. Este exame nem sempre é conclusivo.

Projeto “baMBINO”

ISPUP inicia projeto que vai avaliar a saúde perinatal em migrantes

22.03.2017

O Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) vai dar início ao projeto “baMBINO”, uma investigação que visa avaliar o acesso das mulheres migrantes aos serviços de saúde perinatais em Portugal, o seu nível de satisfação para com os cuidados recebidos durante o parto e após o parto e as diferenças existentes no atendimento prestado a esta população e às mulheres portuguesas nativas.  Em suma, irá medir a possível dimensão da desigualdade e das iniquidades em saúde que as migrantes enfrentam.

Sabe-se que a população migrante se confronta com novos ambientes culturais e legais, barreiras linguísticas e restrições no acesso aos serviços de saúde, quando entra no país de destino. Tendo em conta que o período reprodutivo e perinatal influencia e molda o futuro da mãe e da criança, é fundamental intervir precisamente nesta altura. É importante evidenciar, sobretudo, a forma como a política de saúde legalmente acolhedora dos direitos dos migrantes em Portugal é vivida pelos interessados.

O projeto vai contar com a colaboração de profissionais de saúde de 38 centros hospitalares com maternidade, todos os que se localizam em Portugal Continental, para recrutar mulheres migrantes e uma amostra de portuguesas nativas para participar na investigação. O método de obtenção de dados consistirá na aplicação de inquéritos tanto a migrantes como a mães nativas, ao longo de um ano após o parto.

O estudo irá averiguar se os centros hospitalares estão preparados para receber mulheres migrantes, provenientes de contextos culturais diferentes, e avaliar se as expectativas criadas por estas mulheres quanto à prestação de cuidados pré-natais durante e após o parto foram, ou não, alcançadas. Os resultados obtidos serão depois comparados com a situação reportada pelas mulheres nativas.

O projeto avaliará, sensivelmente, 3.500 mulheres migrantes e igual número de mulheres portuguesas nativas, durante o período de 10 meses (1 de abril de 2017 a 31 de janeiro de 2018).

“Os resultados alcançados servirão de base para apoiar decisões informadas no âmbito da implementação de programas de saúde perinatal e integração das migrantes no Serviço Nacional de Saúde. Pretende-se também fornecer evidência para melhorar a eficácia dos programas de acompanhamento desta população vulnerável, a curto e a longo prazo”, refere Henrique Barros, coordenador do Projeto e da Unidade de Investigação em Epidemiologia Perinatal e Pediátrica do ISPUP.

Esta investigação inédita permitirá comparar as práticas portuguesas com as de outros países desenvolvidos, como o Canadá, Austrália, Reino Unido e Noruega, onde se aplicam questionários semelhantes.

O projeto “baMBINO – Saúde Perinatal em Migrantes: Barreiras, Incentivos e Resultados” vai ser apresentado no dia 24 de março de 2017, sexta-feira, no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.

O projeto é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Referência PTDC/DTPSAP/6384/2014).

Imagem: Todos os Direitos Reservados

Aceda a esta notícia na comunicação social:

Jornal de Notícias (versão online) 

TVI 24 online

Notícias ao Minuto online

​3FONTE, +info:  http://ispup.up.pt/news/internal-news/ispup-inicia-projeto-que-vai-avaliar-a-saude-perinatal-em-migrantes/502.html/?lang=pt

Rastreio de alterações cromossómicas

O Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do CHEDV oferece a possibilidade de realização do rastreio combinado de 1º trimestre a todas as grávidas da sua área de referência.

Para mais esclarecimentos contactar a Secretaria do Núcleo de Partos do CHEDV

 

 

 

 

 

 

 

O que é o rastreio de aneuploidias?

O rastreio de aneuploidias permite identificar os fetos com maior risco de serem portadores de algumas anomalias cromossómicas

(Trissomia 21, 13 e 18).

Como é feito o rastreio?

O rastreio combinado utiliza marcadores bioquímicos do sangue materno, marcadores ecográficos e a idade materna para calcular o risco de anomalias cromossómicas.

Os marcadores bioquímicos (PAPP-A e Beta-HCG) são obtidos através do sangue materno entre as 9 e as 13 semanas e 6 dias de gravidez.

A ecografia é realizada entre as 11 semanas e as 13 semanas e 6 dias e avalia a translucência da nuca (TN) e o osso nasal (ON).

A TN consiste na medida do espaço preenchido por líquido que se encontra atrás do pescoço do feto. O risco de alterações cromossómicas

baseia-se na sua medição e na visualização dos ossos do nariz.

O que significam os resultados?

Uma vez que se trata de um teste de rastreio os resultados podem ser:

  • Rastreio negativo

Significa que o feto tem baixa probabilidade de ser afetado.

  • Rastreio positivo

Significa que o feto tem um risco superior à média da população de ter alterações cromossómicas, mas não significa que esteja afetado.

No caso de rastreio positivo, a grávida será convocada para aconselhamento pré-natal e serão oferecidas técnicas diagnósticas (biópsia das vilosidades coriónicas entre as 11 e as 13 semanas ou amniocentese após as 15-16 semanas) para confirmar a constituição cromossómica do feto.

O rastreio apenas identifica os fetos com maior risco de serem afetados pelas alterações cromossómicas mais frequentes. Um rastreio negativo não significa que o feto não tenha outras anomalias.

 

O rastreio é fiável?

A sensibilidade do rastreio combinado, quando realizado de forma correta, é de 95%, com 5% de falsos positivos. Isto significa que:

  • Cerca de 95 em cada 100 fetos afetados pela alteração cromossómica serão identificados pelo rastreio.
  • Cerca de 5% de todas as grávidas de fetos sem alterações cromossómicas, terão um rastreio positivo.

Quando saberei o resultado?

O resultado definitivo demora cerca de 2 semanas.