Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga operou mais de 10 mil doentes em seis meses

A actividade cirúrgica do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV) aumentou no primeiro semestre de 2022 face ao que havia sido produzido no mesmo período de 2021. O número de doentes operados na instituição superou, pela primeira vez num único semestre, o número simbólico de 10 mil doentes, tendo-se atingido um total de 10.171 doentes intervencionados no total das 8 especialidades cirúrgicas disponíveis no CHEDV. Este aumento de actividade, que implicou um crescimento de 3,2% face ao ano anterior (+317 doentes operados), foi conseguido em circunstâncias muito difíceis, pois aconteceu num período em que tivemos duas salas de bloco operatório encerradas durante cerca de 2 meses para total reabilitação e reequipamento das mesmas.

O crescimento conseguido foi assegurado tanto na cirurgia convencional, que implica o internamento dos doentes, onde se operaram 3.275 doentes (crescimento de 2,6%), como na cirurgia de ambulatório, em que a admissão e alta do doente ocorrem no mesmo dia, tendo sido intervencionados 6.896 doentes (crescimento de 3,5%).

De entre as especialidades cirúrgicas disponíveis no CHEDV, foram as especialidades de Cirurgia Geral, Ginecologia, Ortopedia e Oftalmologia as que mais receberam utentes para intervenção cirúrgica (80%).

A lista de espera de doentes para cirurgia do CHEDV tem actualmente 5.788 doentes, com uma média de espera para cirurgia de 2,6 meses, uma performance muito positiva que permite que 91% dos doentes inscritos se encontrem plenamente dentro dos tempos máximos de resposta garantidos. Os elevados níveis de produção têm permitido que a Lista de Inscritos para Cirurgias se mantenha controlada, mesmo quando se está a assistir a um forte crescimento da entrada de novos doentes, fruto do crescimento das consultas médicas que a instituição está a realizar.

O Presidente do Conselho de Administração do CHEDV, Miguel Paiva, refere que estes resultados positivos “estão a ser alcançados fruto do empenho e dedicação das equipas das várias especialidades, não só de cirurgiões, mas também dos anestesistas, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e assistentes operacionais, que têm colocado em prática estratégias de gestão dos blocos operatórios, permitindo uma utilização mais intensiva dos mesmos e redução dos tempos de turnover”. O responsável salientou ainda a evolução que a instituição tem feito na taxa de ambulatorização dos procedimentos cirúrgicos, “o que tem trazido ganhos para a instituição, que deixa de depender tanto das camas de internamento, como para os doentes, que regressam a casa no próprio dia da cirurgia”.

De acordo com o Benchmarking da ACSS, o CHEDV assegura que 98% das cirurgias passíveis de serem realizadas em ambulatório o são efectivamente, o que coloca a instituição como a que melhor performance consegue de entre os hospitais do SNS da sua dimensão.

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